Prefeito Beto Faria representa Amprotabaco em reunião sobre contrabando de cigarros

Os dados apresentados pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf) preocuparam diversos prefeitos de municípios produtores de tabaco, entre eles o prefeito de Canoinhas, Beto Faria, que ocupa a vice-presidência da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco). Conforme os números apresentados até julho deste ano, cerca de 4 milhões de maços de cigarros vindos do Paraguai, já foram apreendidos no estado do Rio Grande do Sul. O instituto estima que o mercado ilegal de contrabando de cigarros representa R$ 4,5 bilhões de evasão dos cofres públicos todo o ano.

Em Brasília, o prefeito Beto Faria participou de uma reunião nesta terça-feira, 18 de agosto, com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, que recebeu, além de Faria, outros representantes da cadeia produtiva do tabaco. No encontro também esteve presente a Senadora do Rio Grande do Sul, Ana Amélia Lemos; o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, e Carlos Galant, diretor executivo da Abifumo, além do  diretor de inteligência da Policia Federal, Sandro Luciano Caron de Moraes.

A Amprotabaco, por meio de seus representantes, entregou um documento para manifestar apoio às iniciativas da Polícia Federal de repressão ao comércio ilegal de cigarro, e ainda cobraram o fortalecimento da fiscalização nas fronteiras do país. Conforme o vice-presidente da Amprotabaco, prefeito de Canoinhas Beto Faria, a associação está preocupada com o contrabando e consumo de cigarros vindos do Paraguai. “O produto não possui controle sanitário por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A indústria brasileira produz cigarros que passam por um forte controle de qualidade e sanitário. Não podemos permitir que o mercado ilegal prejudique a geração de emprego e renda dos municípios produtores”, disse.