Canoinhas terá sede própria para acolhimento de bebês, crianças e adolescentes

Imagine um bebê cuja mãe ou demais familiares não têm condições de cuidar e proteger. Ou uma criança de dois anos vítima de violência. O que fazer? Cabe aos órgãos públicos, muitas vezes, acolhê-las e Canoinhas avança muito nesta área.

 

Está em construção a sede própria do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saica) que conta com assistente social, psicóloga, coordenação, educadores sociais, serventes e motoristas.

 

Atualmente as crianças e adolescentes, que por diversos motivos foram retiradas do convívio familiar, estão em um imóvel alugado. “A sede própria foi carinhosamente planejada para dar o máximo de conforto, segurança e proporcionar muito amor às crianças e adolescentes que estão em situação transitória aguardando encaminhamento para familiares ou adoção”, explica o prefeito em exercício de Canoinhas, Willian Godoy.

 

O investimento é de R$992.470,55 – sendo R$ 762 mil do Governo do Estado e R$ 230 mil de contrapartida da prefeitura que vai arcar também com o investimento em mobiliário.

 

“Acolher crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social que muitas vezes inclui violência é missão que exige equipe qualificada, técnica e disposta a oferecer muito amor também”, destaca a secretária de Assistência Social, Zenici Dreher.

 

Segundo Zenici, a proposta é garantir atendimento com prioridade absoluta e melhorar condições de trabalho aos servidores que, em cada mudança, precisam adaptar os espaços.

 

Em Canoinhas, o serviço que sempre funcionou em imóveis alugados, chegou a acolher 153 crianças de 0 a 18 anos.

 

 

A previsão de conclusão da nova sede é de 12 meses. A casa de 407,43 metros quadrados terá 20 vagas. Haverá berçário, quartos, cozinhas, salas de convivência, área administrativa, entre outros.

 

Zenici lembra que, em 2022, o serviço recebeu um veículo novo (Spin, cujo investimento foi de R$ 105 mil).

 

Saiba mais

O Saica é acolhimento provisório e excepcional para crianças e adolescentes de ambos os sexos, inclusive com deficiência, sob medida de proteção (Art 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente) e em situação de risco pessoal e social, cujas famílias ou responsáveis encontrem-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção. O acolhimento é feito até que seja possível o retorno à família de origem (nuclear ou extensa) ou colocação em família substituta.